Archive for Março, 2008

Turn Into Something

Dia fresco, chato, sem nada demais.

Dia marabilhoso, na verdade, hoje é aniversário da Aline!!! Eu te amo Aline, te amo demais. Tô morrendo de saudade q, e eu tô MANDANDO, eu tenho que te ver pelo menos uma vez esse ano ok.

Não vou escrever muita coisa pq tô vendo a novela HAH e tô sem criatividade, tô com sono, etc. Tenho novidades, mas prefiro falar pessoalmente sobre isso com as pessoas que realmente importam e blablablá :)

Tô sem assunto.

-Tchau

Animal Collective – Fireworks

Add comment Março 20, 2008

A family of trees wanting to be haunted

Então eu paguei língua por falar que o Interpol é tudoputa e não sei o quê. A banda foi super simpática, e ganhou até do G1 uma matéria com a headline “Faz show competente e troca atitude blasé por simpatia” ou coisa que o valha.

Agora fico muito triste por não ter ficado na grade, passei a tarde inteira do show tentando caçar mano Paul, Carlos, Sam e Dan no hotel e depois de um banho de chuva cheguei atrasadíssima na Fundição Progresso, mas tudo bem. O show foi maravilhoso e vocês (quem?) podem ler mais sobre ele no W!tC.

Resolvi que vou postar qualquer porcaria aqui todos os dias, só pra ver e analisar o que que tá passando pela minha cabeça. Ontem a Van me ligou e eu chorei no telefone, como eu amo essa menina. Van, te amo do tamanho do universo vezes infinito ao cubo. Bem mais!

Lembro que eu conheci a Van pelo GuStop (ou algo do tipo…), aquele programinha de Stop. Na verdade eu não lembrava, todos sabem que a minha memória para coisas úteis é deprimente, mas  Van fez questão de me lembrar isso e tal, pq a memória dela é foda. E é assim que a gente segue: a gente se completa, pq o que falta em mim, sobra nela, e vice-versa. Nunca encontrei alguém tão parecida e tão diferente de mim ao mesmo tempo.

Amo o jeito que você me põe na gaiola.

Outra pessoa que me põe na gaiola e me deixa louca é a Aline, que vai fazer aniversário amanhã! (L) Que lindo! Amanhã posto algo digno.

Amo vocês duas, demais demais demais demais demais (…).

-Tchau

MGMT – Future Reflections

1 comment Março 18, 2008

Desencapetamento total

Ontem minha mãe me levou numa igreja lá na central do Brasil. O que era pra ser uma missa normal, virou uma missa de duas horas e meia com direito a “libertação” ou coisa do tipo.

Vi pessoas chorando e passando meio mal, histórias de senhoras que passavam mal ao entrar em alguma igreja, etc.

Depois que saímos de lá, eu já completamente puta, com fome e com sono, ouvi a minha mãe dizer:

“Poxa, Luísa, que legal que você não passou mal né.”

Moral da história: minha mãe achava que eu estava encapetada.

1 comment Março 17, 2008

Pulga

Da série de poemas que eu escrevi quando eu precisava falar algo com rimas. (nem sempre)

Esses são toscos, e eu não me orgulho deles. Estou postando para o mundo, pras pessoas saberem que dá pra rir depois de levar um toco daqueles. Alguns dos poemas foram inspirados na musa Marli (o primeiro, por exemplo)

*

No meu olho você jogou aquele gelo
Para depois afogar todo o meu corpo em água fria
Movendo todos meus músculos em sua direção
Eu não consegui pensar em nada
Queria te ver, te tocar, te sentir
O cheiro de cigarro perto do meu rosto
E mesmo assim nem uma resposta consegui
Me perdendo nos mesmos cigarros eu me imaginei
Enquanto andaríamos à beira do mar
Me deixou desejar pegar a sua mão
E te levar até o pier, em que todos nos veriam
“Não pode” ‘Muito rápido” quando tudo o que eu queria
Era dizer “sim”
Me deixou te ter numúltimo instante
Para nunca mais te ver, enfim

*
Pega os teus cogumelhos e enfia-lhes no rabo bolso
Nunca faço o que é certo, gostaria de prová-los
De senti-los, de ter uma memmória depois
De todas as sardas que eu conversei
De todos os mares em que eu toquei
Dos grãos de areia que com ti eu contei
Arredondando percebemos que não chegava perto
Do número de batidas p/ segundo do nosso coração
Memórias das árvores que eu vi de galhos abertos
Os raios de luz saindo do chão
De todas as palavras que você disse em sua língua
De todas as vezes que encontramos as nossas línguas
Sentiria essa falta e logo esqueceria
De como vazia eu me sentia
Nunca saberia então,
se era por você ou pelo cogumelo
Diria que era pelo cogumelo, pois você está na Áustria
e cogumelo eu encontro na esquina.

*

Dia quente de janeiro, nos conhecemos e você jurou – que não estava sob efeitos de substâncias.
Você pulava e se escondia, e dizia que me amava em alemão.
Você esbugalhava seus olhos e se chamava de gay, que no Deep você iria com seus amigos, me deixando sozinha. Perguntou minha idade, como se importasse, disse que meu cabelo era bonito.
Como eu queria que nessa hora você dissesse que era velho demais, que falasse em alemão que me cagaria e daria descarga e que meu cabelo era um arame farpado.
Desse jeito eu teria ou não teria te amado?

*

Engraçado pensar agora todas essas coisas e rir -
Na hora tudo parecia sem graça
Você não estava aqui.

*

Eu aceitaria ser aquela jaca que ostentavas
Ou aquela vassoura que seguravas
Ou até mesmo a câmera que registrou esse momento
Tudo para ser sua, estar em suas mãos,
ou ser motivo de tal monumento.

*

P.S., eu te amo
Naquele filme eu chorei. Econtraria um irlandês como aquele?
Um irlandês eu não sei.
Mas da Austria um guri eu conheci e por ele chorei.
*nome dele aqui*, eu te amei.

*

Agora ferre-se você e me deixe em paz
Te escrevi meus sentimentos para não sofrer mais
Não penso um segundo que não seja em ti
Queria um bolo de casamento, e me deste um abacaxi.

*

O primeiro namorado que eu tive
Eu não gostei, achava que eu era fria
Mas errei
Ele mentia sobre tudo pra mim
Peguei ódio de homem assim
Não confiava em ninguém
Aí te conheci e me encantei
Perguntei se usavas drogas e acreditei quando você disse “não,”
e mesmo assim
Quando você acendeu um esqueiro perto dos seus olhos, confiei
E no dia seguinte notei, que ficara
louca pelo cara que gritava “I’M GAY”
Não perdi a paixão nem no momento que te vi
Comprando um cogumelo com uma bate-estaca
O cara parecia uma bate-estaca
Você logo parecia uma bate-estaca
Mesmo assim não me importei.
E depois do abacaxi, notei
Que no meu coração a bate-estaca estava.
Veja só, teu austríaco louco,
me fez acreditar no amor por pouco.

3 comments Março 17, 2008

No dia seguinte ninguém morreu

“Aprende, pensava, aprende de uma vez, pedaço de estúpido, portaste-te como um perfeito imbecil, puseste os significados que desejavas em palavras que afinal de contas tinham outros sentidos, e mesmo esses não os conheces nem conhecerás, acreditaste em sorrisos que não passavam de meras e deliberadas contracções musculares, esqueceste-te de que levas quinhentos anos às costas apesar de caridosamente to havem recordado, e agora eis-te aí, como um trapo, deitado na cama onde esperavas recebê-la, enquanto ela se está rindo da triste figura que fizeste e da tua incurável parvoíce.”

É incrível como quando você consegue esquecer algo por completo (não tão completo assim, na verdade…), um livro que já desde pelo menos o quarto capítulo você considera o seu favorito te faz sentir da mesma maneira que o violoncelista parvo.

O livro é  “As Intermitências da Morte”, que eu devorei em pouco tempo. Lançado em 2005 pelo escritor português José Saramago, já é o meu preferido.  Agora voltarei a ler Baudolino, de Umberto Eco, livro que copiei porcamente um pedaço do primeiro capítulo no post passado.

*

Amanhã (hoje) não tenho aula e eu ia passar essa madrugada ouvindo Interpol, mas a minha dor de cabeça tá demais. Faltam apenas uma semana e dois dias pro show do Pol, a minha segunda banda preferida, e eu ainda não me toquei que os verei! Tem dias que nem lembro. O certo é que eu tô um pouco desanimada sim, ainda mais porque eles são tudoputa e frios e tal. Daí acho que até vou chegar tarde, junto com o meu irmão, não vou ficar esperando no inferno da Lapa pra ser ‘recebida’ por uma banda que tá ali fazendo o trabalho do jeito deles. Eu não tô reclamando – só tô falando que eles não animam os fãs, vai dizer. Eu pelo menos não me sinto mais animada, a simpatia da banda é sempre um dos fatores mais importantes para a minha excitação. Não tô pedindo uma grade, agora só tô pedindo que toquem Specialist ou Leif Erikson!! Um dos dois. Not Even Jail (minha preferida) eu sei que vão tocar, muito provavelmente, mas Specialist e Leif significam muito pra mim também.

Meu amor pela banda continua o mesmo, mas me toquei que eu não posso me ferrar por causa deles, ainda mais do jeito que eles são. Tenho aula no dia seguinte e tenho que descansar pelo menos na tarde do show. Não posso mais ficar matando aula pra caçar foto/autógrafo nem pra descansar tudo depois de ser massacrada na grade.

Mas eu tô animada, tô animada sim! Acontece que eu ainda não me toquei. Interpol é a minha segunda banda preferida (depois do Franz) desde que eu ouvi “Evil” pela primeira vez. Lembro que conheci a banda pelo Bob Hardy, que postou no blog do Franz que estava ouvindo Interpol. No mesmo post também estava outra banda preferida minha: Broken Social Scene.

É por isso que o Bob é o amor da minha vida. E eu, querendo ou não, sempre volto pra esse assunto…  Prometo que vou parar com isso!

Panda Bear – I’m Not

(Quem lê isso aqui [quem lê isso aqui?] deve achar que eu só ouço Panda Bear. Mas a verdade é que eu acho que me inspiro muito com a música dele, e só posto quando tô escutando o Noah.)

Add comment Março 4, 2008

Baudolino começa a escrever

Ratispone Anno Dommini Domini mense decembri mclv kronica Baudolini cognomento de Aulario
eu Baudolino de Galiaudo dos Aularis com huma cabeça que pareçe hum lião alleluja dadas Graças ao senhor que me perdoe
he feito fiz o mayor roubo da minha vida ou seija peguei de hum coffre do bispo Oto muytas folheas que devem ser talvez coisas de a kancel chancellaria imperial et raspei quase todas ellas menos onde não deu pera sair et agora tenho bastante Pergaminho pera escreber o que eu quiser ou seija mnha chronica pezar de não saber escrever em latim
se descobriren depois que as folheas estão faltando vai dar huma grã confusão et vão pensar que foy talveez hum Espião dos bispos romanos que não gostam do imperador frederico
pode ser que ningueem dê por isso pois na chancellaria escrebem de tudo mesmo o que não serve et aquell que emcontrar [estas folheas] pode emfiar dentro do rrabo não poderá fazer nada

ncipit prologus de duabus civitatibus historiae AD mcxliii conscript
saepe multumque volvendo mecum de rerum temporalium motu ancipitq

estas são lineas que istavam aquy antes et que não conseguy rasspar bem et tenho que pullar
se escontrarem estas Folheas depois que escrevi nellas nem mesmo hum chanceller poderá emtender poys essa é huma língva que fallam na Frasketa mas que ningueem nunca escrebeu nella
mas se for huma língva que ningueem emtende vão divinhar logo que fui eu porque todos dizem que fallamos na frasketa huma Língva que não é de christãos logo tenho de escondê-las muito bem

par Deus como cansa escreber doem já todolos dedos

eu meo pae Galiaudo sempre disse que deve ser hum dom de Santa maria de Roboreto pois dês que eu era parvulo mall ouvia algueem dizer cinquo quinko V palavras et imitava logo a sua língva tanto de Terdona quanto de Gavi et mesmo daquelles que vinham do Mediolanum que fallavam hm Ydioma tão estranho que nem os cães fallam desse jeito em suma quando encontrei os primeyros allemanes da minha vida aquelles que çerkavam Terdona todos Tiusche et malvados deziam rausz et min got et depois de meya jornada eu tambeem falava raus et Maingot et elles me disseram Kint vai buskar pera nós huma bella Frouwe pera fazer fikifuki et se ella não kiser diiz onde está que depois cuidamos disso
masmas o que é huma Frouwe eu perguntava et elles deziam domina huma dona huma fêmea du verstan et faziam gestos de Tetas grandes porque nest çerco estamos cum falta de feminae as de Terdona estão lá drento et quando entrarmos lá deixa por nossa conta mas até agora aqvellas de fora não se deixam ver et blasfemaram tanto que mnha pele ficou toda arrepiada

1 comment Março 2, 2008


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