Archive for Maio, 2008

My coffee sure is getting colder

Bad mind let me put on good habbits
been working to put on good habbits
some times I can’t find my good habbits.
Do Do Do Do Do

Tava com “Who Could Win A Rabbit” na cabeça e me toquei: eu não tenho nenhum good habbit. Eu não faço exercício, eu como muito e só como porcaria, se eu não durmo muito eu durmo pouco, eu não leio nada já deve ter mais de um mês, eu quase não saio de casa… O único bom hábito que eu tenho praticado é o de escrever, mas eu não consigo escrever nada decente. Os meus tempos mais inspirados já se foram e eu tô tão desesperada para conseguir escrever algo bom que às vezes eu quase desejo que outra pulga acabe com o meu potinho roxo e minha cabeça, só para que eu possa escrever mais uma série de poemas retardorromânticos. Para piorar, voltei a viver aquele estilo de vida distante – muitas pessoas me admiram mas elas não estão nem um pouco perto de mim para eu poder sentir essa admiração. Assim, já vacinada contra esse tipo de doença, não me permito apaixonar-me por ninguém, e assim também não fico acabada para escrever algo melancólico. De onde deveria vir a minha inspiração? Eu não tenho mais a Pulga pra sugar as minhas energias, mas tenho esses mosquitos idiotas que não me deixam dormir. Acho que devo começar a escrever sobre mosquitos? Não vou escrever sobre mosquitos.

O fato é que todo mundo se inspira por alguma coisa, e têm aquelas coisas que inspiram todo mundo. O amor, por exemplo. Mas como ele não tem se apresentado muito na minha vida, não tenho nada a dizer sobre o mesmo. Fico pensando como os autores tem toda essa criatividade para escrever sobre diversos temas. Sempre imaginei que o mano do Senhor dos Anéis dava altos tapas para escrever aquela coisa toda, e que, sei lá, o Umberto Eco viva cheio de aventuras e experiências e revistas para escrever coisas tão interessantes… E eu? Eu não chego nem perto de acariciar a pantera e não tenho experimentado muitas coisas para escrever algo realmente bacana.

Acho que por enquanto vou ter que escrever sobre o nada e sobre a falta de inspiração… Ou simplesmente eu não tenho talento.

…É, pode ser isso!

————————–

Pensei mais um pouco. Essa música do AC tem tudo a ver com essa fase. Eu não tenho bons hábitos e não tenho nem inspiração para praticar o meu único bom hábito, mas… eu tenho inspiração sim! O problema é que sempre que eu penso algo legal, eu não tenho nenhum papel nem nenhuma caneta por perto. Aí quando eu sento, me dá um puta de um branco que não me inspira nem um título. Eu tenho que fazer como eles dizem, “eat it like it’s going to get away”. Meu café tá ficando frio e eu não tenho tempo a perder :D .

Obrigada, Animal Collective. Vocês me inspiram muito, beijos!

MGMT – We Care

Add comment Maio 31, 2008

Culpe as palavras

Palavras nunca são fáceis, palavras raramente são verdadeiras, palavras nunca são simples, quando elas são direcionadas a você, palavras nunca são gentis, palavras nunca são claras, palavras nunca são o que elas pensam que são.

Abu vai fazer uma coisa: bato esta frase e ordeno-lhe que mude cada “a” em “akka” e cada “o” em “ulla”, e lá vem uma frase que parece finlandês:

Akkabu fakkaz akkagullarakka umakka cullaisakka: bakkatulla estakka frakkase e ullardenulla akka Akkabu mudakkar cakkadakka “akka” em “akkakkakka” e cakkadakka “ulla” em “ullaka” e lakká vem umakka frakkase que pakkarece finlakkandês.

palavra, palabra, mot, parola, word, Wort, ord, I think life would be so much easier if they had no words, yeah, I think life would be so much easier if they had no words

blame it on the words
blame it on the words
blame it on the words

Eu apenas sorriria pra você quando estivesse feliz, e você derramaria uma lágrima quando estivesse triste

A vida seria muito mais fácil se não existissem palavras.

Guillemots -  Take Me Home

Add comment Maio 17, 2008

She stopped crying like a child

Notei uma coisa interessante. Quando eu ainda sentia aquele carrapato grudado em minha pele e acabando comigo, sempre imaginava-me com uma serra elétrica na mão, cortando-o em pedacinhos e vendo todo o sangue que ele me roubou jorrando por metros. Claro que eu fiquei preocupada, achava que era um pensamento muito violento, mas logo me recordava daquele cara que picou a mulher, fez um strogonoff e depois a saboreou como nunca havia feito antes. Me ocorreu depois que inspirada nisso eu podera picá-lo todinho, fazer um strogonoff, mas não comê-lo -não seria assim tão fria, heh-, eu daria para um medigo. Ao menos, assim, estaria fazendo alguma caridade.
Enfim, esses dias, em vez de serrá-lo, só tenho acertado milhões de vezes a cabeça dele com um martelo. Pensando na evolução -ou na involução- das coisas, creio que em breve estarei dando porradas, depois só uns tapas, para depois puxar apenas os cabelos ensebados, e depois apenas dirigiria xingamentos. E depooois, ah depois, só fazer a pior das coisas: não deixá-lo fazer residência na memória de uma ingênua como eu.

LFR, 11/04/2008

-

Eu escrevi esse texto quando eu percebi que estava esquecendo o Pulga. Me sinto tão melhor depois de escrever as coisas que eu sinto, de escrever como que eu tô lidando com isso e como eu tô melhorando… É deprimente, eu não gosto nem de ler as primeiras coisas que eu escrevi sobre ele.. Uma esperança inútil de que ele me responderia ficava me perseguindo, e só me fez piorar.

E a coisa mais justa, já que ele acabou comigo, foi pensar várias vezes que eu tava acabando com ele. Eu realmente achava que tinha pensamentos muito violentos, mas nessas horas eu vejo como a música me ajuda, e foi o Animal Collective que me tranquilizou:

Their blood in the dark will attract the sharks
Who are not violent, we’ve all got hungry bellies

(“Unsolved Mysteries”, Strawberry Jam, 2007)

A oportunidade que eu tive de esquecer o Pulga, eu aproveitei. Assim é bom, muito bom. :)

Broken Social Scene Presents Kevin Drew – F–ked Up Kid

Add comment Maio 11, 2008

Ele é eu

Ele sou eu?

O fato é que isso não importa. Na hora as línguas não importavam, só aquela, como o Julian disse, que nós tínhamos em comum (que ele e a Thata tinham em comum… heh). Brega.

Aquele primeiro, apelidado ‘Pulga’, era tudo o que eu não era. Por isso eu achei que ele era muito eu. Ele era o que eu não era, mas o que eu gostaria de ser. O que, na verdade, eu sou, mas não tenho coragem de demonstrar. Tudo bem que ele tem a ajuda de alguns cogumelos e outros ácidos, e por isso mesmo eu viajava só imaginando como eu poderia ficar ao lado dele. Viajava demais, e meu brain tava getting so delirious. Delirious até demais…

Aí conheci o Gustavo*. No dia eu não tava muito bem, todo mundo sabe disso, e eu não poderia dizer se ele era parecido comigo ou não. Só sei que eu gostei muito dele e queria vê-lo de novo. Marcamos e eu fiquei lá, esperando, enquanto ele dormia no calor da caminha dele. Esse, sem dúvida, tinha mais a ver comigo, mas não era exatamente isso que eu queria…

Passei logo para o que chamamos de “Papai Noel” ou até Claudio*. Esse era mais moreno que eu, mais loiro que eu, mais alto que eu, mas… gostava de história e me achava sweet. E eu também o achava sweet. Queria tê-lo o dia inteiro comigo naquela cama, mas logo tive que levantar para comprar suco de larandja (pra ele, é claro)  e deixar ele ir, pra sempre, talvez? Ainda tenho um pouquinho de raiva do amigo dele, que o fez ir embora, né Hanna?

Então fico pensando, se o que eu realmente preciso não é alguém parecido comigo, mas sim alguém completamente diferente. Tipo.. aquela pessoa que me completa e me acrescenta, não aquela que simplesmente se iguala à mim.

Bem, para quem realmente importa, eu ainda tô procurando… heheheheh heh.. he

*Nomes fictícios

(Mas, Papai Noel, fique sabendo que se você quiser voltar eu aceito ok)

Beirut – The Canals of Our City

1 comment Maio 8, 2008


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