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Pulga
Da série de poemas que eu escrevi quando eu precisava falar algo com rimas. (nem sempre)
Esses são toscos, e eu não me orgulho deles. Estou postando para o mundo, pras pessoas saberem que dá pra rir depois de levar um toco daqueles. Alguns dos poemas foram inspirados na musa Marli (o primeiro, por exemplo)
*
No meu olho você jogou aquele gelo
Para depois afogar todo o meu corpo em água fria
Movendo todos meus músculos em sua direção
Eu não consegui pensar em nada
Queria te ver, te tocar, te sentir
O cheiro de cigarro perto do meu rosto
E mesmo assim nem uma resposta consegui
Me perdendo nos mesmos cigarros eu me imaginei
Enquanto andaríamos à beira do mar
Me deixou desejar pegar a sua mão
E te levar até o pier, em que todos nos veriam
“Não pode” ‘Muito rápido” quando tudo o que eu queria
Era dizer “sim”
Me deixou te ter numúltimo instante
Para nunca mais te ver, enfim
*
Pega os teus cogumelhos e enfia-lhes no rabo bolso
Nunca faço o que é certo, gostaria de prová-los
De senti-los, de ter uma memmória depois
De todas as sardas que eu conversei
De todos os mares em que eu toquei
Dos grãos de areia que com ti eu contei
Arredondando percebemos que não chegava perto
Do número de batidas p/ segundo do nosso coração
Memórias das árvores que eu vi de galhos abertos
Os raios de luz saindo do chão
De todas as palavras que você disse em sua língua
De todas as vezes que encontramos as nossas línguas
Sentiria essa falta e logo esqueceria
De como vazia eu me sentia
Nunca saberia então,
se era por você ou pelo cogumelo
Diria que era pelo cogumelo, pois você está na Áustria
e cogumelo eu encontro na esquina.
*
Dia quente de janeiro, nos conhecemos e você jurou – que não estava sob efeitos de substâncias.
Você pulava e se escondia, e dizia que me amava em alemão.
Você esbugalhava seus olhos e se chamava de gay, que no Deep você iria com seus amigos, me deixando sozinha. Perguntou minha idade, como se importasse, disse que meu cabelo era bonito.
Como eu queria que nessa hora você dissesse que era velho demais, que falasse em alemão que me cagaria e daria descarga e que meu cabelo era um arame farpado.
Desse jeito eu teria ou não teria te amado?
*
Engraçado pensar agora todas essas coisas e rir -
Na hora tudo parecia sem graça
Você não estava aqui.
*
Eu aceitaria ser aquela jaca que ostentavas
Ou aquela vassoura que seguravas
Ou até mesmo a câmera que registrou esse momento
Tudo para ser sua, estar em suas mãos,
ou ser motivo de tal monumento.
*
P.S., eu te amo
Naquele filme eu chorei. Econtraria um irlandês como aquele?
Um irlandês eu não sei.
Mas da Austria um guri eu conheci e por ele chorei.
*nome dele aqui*, eu te amei.
*
Agora ferre-se você e me deixe em paz
Te escrevi meus sentimentos para não sofrer mais
Não penso um segundo que não seja em ti
Queria um bolo de casamento, e me deste um abacaxi.
*
O primeiro namorado que eu tive
Eu não gostei, achava que eu era fria
Mas errei
Ele mentia sobre tudo pra mim
Peguei ódio de homem assim
Não confiava em ninguém
Aí te conheci e me encantei
Perguntei se usavas drogas e acreditei quando você disse “não,”
e mesmo assim
Quando você acendeu um esqueiro perto dos seus olhos, confiei
E no dia seguinte notei, que ficara
louca pelo cara que gritava “I’M GAY”
Não perdi a paixão nem no momento que te vi
Comprando um cogumelo com uma bate-estaca
O cara parecia uma bate-estaca
Você logo parecia uma bate-estaca
Mesmo assim não me importei.
E depois do abacaxi, notei
Que no meu coração a bate-estaca estava.
Veja só, teu austríaco louco,
me fez acreditar no amor por pouco.
3 comments Março 17, 2008