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My coffee sure is getting colder

Bad mind let me put on good habbits
been working to put on good habbits
some times I can’t find my good habbits.
Do Do Do Do Do

Tava com “Who Could Win A Rabbit” na cabeça e me toquei: eu não tenho nenhum good habbit. Eu não faço exercício, eu como muito e só como porcaria, se eu não durmo muito eu durmo pouco, eu não leio nada já deve ter mais de um mês, eu quase não saio de casa… O único bom hábito que eu tenho praticado é o de escrever, mas eu não consigo escrever nada decente. Os meus tempos mais inspirados já se foram e eu tô tão desesperada para conseguir escrever algo bom que às vezes eu quase desejo que outra pulga acabe com o meu potinho roxo e minha cabeça, só para que eu possa escrever mais uma série de poemas retardorromânticos. Para piorar, voltei a viver aquele estilo de vida distante – muitas pessoas me admiram mas elas não estão nem um pouco perto de mim para eu poder sentir essa admiração. Assim, já vacinada contra esse tipo de doença, não me permito apaixonar-me por ninguém, e assim também não fico acabada para escrever algo melancólico. De onde deveria vir a minha inspiração? Eu não tenho mais a Pulga pra sugar as minhas energias, mas tenho esses mosquitos idiotas que não me deixam dormir. Acho que devo começar a escrever sobre mosquitos? Não vou escrever sobre mosquitos.

O fato é que todo mundo se inspira por alguma coisa, e têm aquelas coisas que inspiram todo mundo. O amor, por exemplo. Mas como ele não tem se apresentado muito na minha vida, não tenho nada a dizer sobre o mesmo. Fico pensando como os autores tem toda essa criatividade para escrever sobre diversos temas. Sempre imaginei que o mano do Senhor dos Anéis dava altos tapas para escrever aquela coisa toda, e que, sei lá, o Umberto Eco viva cheio de aventuras e experiências e revistas para escrever coisas tão interessantes… E eu? Eu não chego nem perto de acariciar a pantera e não tenho experimentado muitas coisas para escrever algo realmente bacana.

Acho que por enquanto vou ter que escrever sobre o nada e sobre a falta de inspiração… Ou simplesmente eu não tenho talento.

…É, pode ser isso!

————————–

Pensei mais um pouco. Essa música do AC tem tudo a ver com essa fase. Eu não tenho bons hábitos e não tenho nem inspiração para praticar o meu único bom hábito, mas… eu tenho inspiração sim! O problema é que sempre que eu penso algo legal, eu não tenho nenhum papel nem nenhuma caneta por perto. Aí quando eu sento, me dá um puta de um branco que não me inspira nem um título. Eu tenho que fazer como eles dizem, “eat it like it’s going to get away”. Meu café tá ficando frio e eu não tenho tempo a perder :D .

Obrigada, Animal Collective. Vocês me inspiram muito, beijos!

MGMT – We Care

Add comment Maio 31, 2008

Dependentes

Chorei hoje, de novo. O motivo, todo mundo já conhece. Vegetar, sem pensar no futuro nem no passado, era tudo o que eu queria. Mas é claro que isso é impossível.

Tanto faz.

Ontem fui em Ipanema com a Lais, e choveu. Sabe, agora já sabemos o que significa ’pancadas esparsas’. Choveu, mas foi uma coisa mais poética, diz aí. Foi legal, deu pra falar tudo que eu não falo pra quase ninguém… Preciso mais disso!

*

Decidi parar de esperar maiores oportunidas e fazer tudo sozinha. Já tô juntando dinheiro para os livros de português-italiano-português e depois os de francês! Tô muito animada pra isso, pena que aparentemente o melhor dicionário de italiano custa mais ou menos 55 reais :P

Falando em idiomas, tava eu procurando um curso de italiano e outras línguas, etc. Aí entrei no site do Bonafides, que parece ser um curso respeitável, sei lá. Aí fui ver os convênios, promoções, essas coisas e encontrei isso:

Empresas conveniadas e parceiras: Funcionários, dependentes e clientes têm desconto de 20%, exceto em valores promocionais.

(…)

  • CIM – Centro Integrado de Música
  • Cogumelo
  • Colégio Raja Gabaglia
  •  

    Fora a dependência e tal, até nisso? ATÉ NISSO?

    SAI DA MINHA VIDA, CACHORRO.

    -Tchau

    1 comment Abril 8, 2008

    No dia seguinte ninguém morreu

    “Aprende, pensava, aprende de uma vez, pedaço de estúpido, portaste-te como um perfeito imbecil, puseste os significados que desejavas em palavras que afinal de contas tinham outros sentidos, e mesmo esses não os conheces nem conhecerás, acreditaste em sorrisos que não passavam de meras e deliberadas contracções musculares, esqueceste-te de que levas quinhentos anos às costas apesar de caridosamente to havem recordado, e agora eis-te aí, como um trapo, deitado na cama onde esperavas recebê-la, enquanto ela se está rindo da triste figura que fizeste e da tua incurável parvoíce.”

    É incrível como quando você consegue esquecer algo por completo (não tão completo assim, na verdade…), um livro que já desde pelo menos o quarto capítulo você considera o seu favorito te faz sentir da mesma maneira que o violoncelista parvo.

    O livro é  “As Intermitências da Morte”, que eu devorei em pouco tempo. Lançado em 2005 pelo escritor português José Saramago, já é o meu preferido.  Agora voltarei a ler Baudolino, de Umberto Eco, livro que copiei porcamente um pedaço do primeiro capítulo no post passado.

    *

    Amanhã (hoje) não tenho aula e eu ia passar essa madrugada ouvindo Interpol, mas a minha dor de cabeça tá demais. Faltam apenas uma semana e dois dias pro show do Pol, a minha segunda banda preferida, e eu ainda não me toquei que os verei! Tem dias que nem lembro. O certo é que eu tô um pouco desanimada sim, ainda mais porque eles são tudoputa e frios e tal. Daí acho que até vou chegar tarde, junto com o meu irmão, não vou ficar esperando no inferno da Lapa pra ser ‘recebida’ por uma banda que tá ali fazendo o trabalho do jeito deles. Eu não tô reclamando – só tô falando que eles não animam os fãs, vai dizer. Eu pelo menos não me sinto mais animada, a simpatia da banda é sempre um dos fatores mais importantes para a minha excitação. Não tô pedindo uma grade, agora só tô pedindo que toquem Specialist ou Leif Erikson!! Um dos dois. Not Even Jail (minha preferida) eu sei que vão tocar, muito provavelmente, mas Specialist e Leif significam muito pra mim também.

    Meu amor pela banda continua o mesmo, mas me toquei que eu não posso me ferrar por causa deles, ainda mais do jeito que eles são. Tenho aula no dia seguinte e tenho que descansar pelo menos na tarde do show. Não posso mais ficar matando aula pra caçar foto/autógrafo nem pra descansar tudo depois de ser massacrada na grade.

    Mas eu tô animada, tô animada sim! Acontece que eu ainda não me toquei. Interpol é a minha segunda banda preferida (depois do Franz) desde que eu ouvi “Evil” pela primeira vez. Lembro que conheci a banda pelo Bob Hardy, que postou no blog do Franz que estava ouvindo Interpol. No mesmo post também estava outra banda preferida minha: Broken Social Scene.

    É por isso que o Bob é o amor da minha vida. E eu, querendo ou não, sempre volto pra esse assunto…  Prometo que vou parar com isso!

    Panda Bear – I’m Not

    (Quem lê isso aqui [quem lê isso aqui?] deve achar que eu só ouço Panda Bear. Mas a verdade é que eu acho que me inspiro muito com a música dele, e só posto quando tô escutando o Noah.)

    Add comment Março 4, 2008

    Baudolino começa a escrever

    Ratispone Anno Dommini Domini mense decembri mclv kronica Baudolini cognomento de Aulario
    eu Baudolino de Galiaudo dos Aularis com huma cabeça que pareçe hum lião alleluja dadas Graças ao senhor que me perdoe
    he feito fiz o mayor roubo da minha vida ou seija peguei de hum coffre do bispo Oto muytas folheas que devem ser talvez coisas de a kancel chancellaria imperial et raspei quase todas ellas menos onde não deu pera sair et agora tenho bastante Pergaminho pera escreber o que eu quiser ou seija mnha chronica pezar de não saber escrever em latim
    se descobriren depois que as folheas estão faltando vai dar huma grã confusão et vão pensar que foy talveez hum Espião dos bispos romanos que não gostam do imperador frederico
    pode ser que ningueem dê por isso pois na chancellaria escrebem de tudo mesmo o que não serve et aquell que emcontrar [estas folheas] pode emfiar dentro do rrabo não poderá fazer nada

    ncipit prologus de duabus civitatibus historiae AD mcxliii conscript
    saepe multumque volvendo mecum de rerum temporalium motu ancipitq

    estas são lineas que istavam aquy antes et que não conseguy rasspar bem et tenho que pullar
    se escontrarem estas Folheas depois que escrevi nellas nem mesmo hum chanceller poderá emtender poys essa é huma língva que fallam na Frasketa mas que ningueem nunca escrebeu nella
    mas se for huma língva que ningueem emtende vão divinhar logo que fui eu porque todos dizem que fallamos na frasketa huma Língva que não é de christãos logo tenho de escondê-las muito bem

    par Deus como cansa escreber doem já todolos dedos

    eu meo pae Galiaudo sempre disse que deve ser hum dom de Santa maria de Roboreto pois dês que eu era parvulo mall ouvia algueem dizer cinquo quinko V palavras et imitava logo a sua língva tanto de Terdona quanto de Gavi et mesmo daquelles que vinham do Mediolanum que fallavam hm Ydioma tão estranho que nem os cães fallam desse jeito em suma quando encontrei os primeyros allemanes da minha vida aquelles que çerkavam Terdona todos Tiusche et malvados deziam rausz et min got et depois de meya jornada eu tambeem falava raus et Maingot et elles me disseram Kint vai buskar pera nós huma bella Frouwe pera fazer fikifuki et se ella não kiser diiz onde está que depois cuidamos disso
    masmas o que é huma Frouwe eu perguntava et elles deziam domina huma dona huma fêmea du verstan et faziam gestos de Tetas grandes porque nest çerco estamos cum falta de feminae as de Terdona estão lá drento et quando entrarmos lá deixa por nossa conta mas até agora aqvellas de fora não se deixam ver et blasfemaram tanto que mnha pele ficou toda arrepiada

    1 comment Março 2, 2008


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